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26 de Janeiro de 2022

O divórcio e a pandemia do COVID-19

Afinal, os pedidos de divórcio aumentaram durante isolamento social imposto pelo coronavírus?

Kamylla Bezerra, Advogado
Publicado por Kamylla Bezerra
há 2 anos


Muito se alarmou acerca da possibilidade de ocorrer uma explosão no número de pedidos de divórcio no Brasil, devido ao isolamento social imposto pelo coronavírus e a consequente sobrecarga física e emocional das famílias, que passaram a conviver mais intensamente durante esse período.

Notícias da China pós confinamento indicavam o surgimento de uma nova pandemia: divórcios em massa. Muitos casais chineses parecem não ter resistido à proximidade em tempo integral. Em meados de março, a mídia chinesa identificou uma corrida aos cartórios por aqueles que não pretendem seguir juntos, e os pedidos de divórcio bateram recordes.

Pois bem, os números brasileiros começaram a surgir e, para surpresa dos principais advogados familiaristas que alardeavam sobre a chegada de uma onda de divórcios durante o período pandêmico, ocorreu justamente o inverso: entre fevereiro e abril de 2020 foram registrados 10,7 mil pedidos de divórcio no Brasil, número bem inferior ao computado no mesmo período de 2019, quando foram registrados 18,8 mil pedidos.

Segundo os principais especialistas da área, os números escondem que o distanciamento social imposto pelo combate ao coronavírus afastou a população do Poder Judiciário, havendo previsão de que, ao fim da quarentena, ocorra o crescimento dessa demanda. O tempo dirá.



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